sábado, 31 de janeiro de 2009

Os Inuit e seus inukshuks

Os inuit são os membros da nação indígena esquimó que habitam as regiões árticas do Canadá, do Alasca e da Groenlândia. No século XV, os inuit estabeleceram os primeiros contatos com os baleeiros franceses e pescadores de bacalhau. Eles rapidamente desenvolveram relações com os europeus baseado no comércio de peles. Isto os levou a abandonar inúmeras práticas tradicionais para se devotarem inteiramente caça de peles de animais.
Uma tradição mantida até os dias atuais é a construção de pequenas pilhas de pedras antropomórficas chamadas conhecidas como inukshuk. Podem ser encontradas por todo o mundo circumpolar, significando "semelhante a um humano" no idioma inuit. São monumentos feitos de pedras brutas, usados pelos inuits para comunicação e sobrevivência, transmitindo uma mensagem do tipo "alguém esteve por aqui" ou "você está no caminho certo".
Um inukshuk pode ser pequeno ou grande, de uma única rocha ou várias pedras apoiadas umas nas outras, de seixos arredondados ou lajes retas. Feitos com todo tipo de material disponível, cada escultura é única. O arranjo das pedras indica o propósito do monumento. As direções dos braços ou pernas pode indicar a direção de um canal para navegação, ou uma passagem num vale através das montanhas. Um inukshuk sem braços ou com chifres afixados, pode atuar como um marcador para um esconderijo para comida.
Esses pequenos monumentos são visíveis nos acostamentos e no alto de barrancos de estradas por todo o Canadá, e seus anônimos construtores quase nunca são vistos em ação, o que confere a essa tradição um merecido status de lenda urbana.

Os judeus africanos

Um dos conceitos que melhor descrevem o povo judeu é a sua unidade, dos pontos de vista racial, cultural, religioso e social, implicando às vezes em um forte sectarismo. É possível que nesse contexto existam judeus negros? A resposta é sim, e de origem tão antiga quanto a dos que povoam os relatos bíblicos.
Na África há dois povos muito antigos que se encaixam nessa descrição e atualmente são reconhecidos como judeus: os Falashas e os Lembas. Um teste de DNA feito em 1999 pelo geneticista inglês David Goldstein, da Universidade de Oxford, descobriu que uma tribo de negros do norte da África do Sul tem ascendência judaica. Estamos falando dos Lembas que fazem circuncisão, casam-se apenas entre si, guardam um dia por semana para orações (o shabat) e não comem carne de porco nem carne de hipopótamo, considerado parente do porco. Geneticamente, os Lembas são parentes dos Cohanim, que junto com os Levi e os Israel formam um dos grupos em que se divide o povo judeu. Os cientistas afirmaram que o ancestral comum dos Lemba e dos Cohanim viveu entre 2.600 e 3,100 anos atrás. O período coincide com a existência de Aarão, irmão de Moisés, de quem os Cohanim descendem. Provavelmente, seria o pai também dos negros lemba. Os falashas são assim chamados pejorativamente, cujo significado é estrangeiro. Mas, também são chamados Beta-Israel (casa de Israel). Na Etiópia formavam uma comunidade atrasada e fechada, que preservava usos e costumes milenares, dizendo-se descendentes da tribo perdida de Dan, fundada por Menelik, filho do rei Salomão com a rainha de Sabá. Em 1947, eles foram reconhecidos pelos rabinos de Israel. Eles mantinham as rígidas leis da Torah (Pentateuco). Viam na Etiópia até a grande seca de 1985 quando, para salvar-lhes a vida, Israel montou a "Operação Moisés" para tirá-los, secretamente, via aérea, da África e levá-los até o Estado de Israel. No dia 21 de novembro de 1984 começou esta operação. A comunidade de judeus negros da Etiópia já chegou a 80.000 pessoas, mas o governo africano ainda retém 26.000 judeus em seu território. Ao chegarem em Israel estavam desnutridos e famintos. Israel é o único país no mundo que retirou negros da África para lhes dar qualidade de vida, estudo, trabalho.
(Sobre texto de Jane Glasman)